25 de maio de 2014

A Brisa de Inverno

O sol, imponente, se esconde atrás das montanhas, as nuvens passeiam pelo céu celeste em sintonia, a brisa suave, cama e gelada do inverno balança as folhas castanhas da copa das árvores colossais. Os animais se aconchegam em seus ninhos e tocas para se aquecerem e protegerem seus filhotes, sua prole. As bebidas quentes e pratos especiais estão à mostra, pena que somente eu vejo vida na calma fria e gélida de inverno, pois o mesmo não é só uma estação qualquer, e sim, sinônimo de paz. A paz renova a alma e o coração do ser humano, e o frio proporciona grandes momentos e gestos de amor, pois ele faz com que dois corações apaixonados se unam para se aquecerem do frio, ou melhor, cada um possuí a metade de um coração que encontra sua outra metade através de um abraço apertado ou de um beijo adocicado, com sabor de mel campeiro. É tempo de renovação, de esperança e talvez de algo que me falta muito: coragem de lutar pelo que eu quero, coragem de te ter em meus braços, de te tocar, de fixar os meus olhos cor de musgo nos teus cor de canela, sentir o seu aroma em cada amasso e o sabor dos teus lábios. Sim, só me falta coragem, talvez coragem de ser feliz!

Gabriel Dalmolin

12 de maio de 2014

Copa de Brasília

Estamos em pleno clima de Copa do Mundo, e é inevitável abordar este tema sem sequer apimentá-lo um pouco com política. Na verdade, a ligação entre futebol e política é muito forte e arcaica, pois dentro das grandes associações futebolísticas como FIFA e CBF existe uma grande corrupção e certas oligarquias que as comandam continuamente, além de presidentes ditadores que ficam no poder por mais de 20 anos. Mas o que venho dizer na verdade é uma crítica para essa Copa do Mundo, afinal por que ela está sendo feita no Brasil? Um país na qual possuí tantas outras prioridades como educação, saúde e segurança pública. Além de saneamento básico e energia elétrica que sequer existe em várias regiões do país. E não adianta dizer que não devemos misturar uma coisa com a outra, pois como eu disse antes, futebol é pura política, e não digo isso porque odeio o esporte, muito pelo contrário sou um fã incontestável do mesmo, porém temos de ter consciência de que somos a prioridade deste Brasil, pois ele é constituído por nós. A verdade é que a Copa do Mundo, ou de Brasília como podemos chamá-la, na verdade não passa de um plano de fundo para apaziguar nossos ânimos e não nos rebelarmos contra o contraste social e os problemas socioeconômicos que hoje são os pilares prestes a desmoronar nessa nação cheia de vitórias (e de falhas é claro, para sairmos de casa de verde e amarelo com aquela chama patriótica que não nos pertence. Isso sem contarmos no desvio de dinheiro na qual viramos nossas costas e tapamos nossos olhos, ou acham que licitações para empresas privadas não rendem no bolso dessa choldra, e quando digo choldra me refiro a tudo: FIFA, CBF, Senado, governo em geral e as grandes empreiteiras também, pois ao fazer parte disto estão se corrompendo também. Devemos usar este ano que também é de eleição para mostrar para eles que não somos tão bobos quanto pensam de nós. Em suma o esporte é fundamentalíssimo para representar a necessidade e a expressão de um povo, e jamais deveria ser usado por governantes e "burgueses" para tapar nossos olhos, nesse jogo de interesses chamado Brasil. Afinal como diz a música de Renato Russo "Que país é esse"?

Gabriel Dalmolin

*Publicado no Jornal "O Corujão" - Rodeio-SC/ Junho de 2014 (Especial Copa)

Profissão Mãe

Ser mãe, sem dúvida está além de ser uma ponte ou uma forma de passagem para a virmos à vida mundana. É também, uma profissão cheia de dificuldades, percalços, alegrias e sobretudo vocação, o amor pelo que se faz, algo que deveríamos sempre ter antes de entrarmos em uma carreira em si. Para sermos honestos, podemos ver a mãe como uma funcionária completa. Pois ela é professora ao ensinar e ajudar-nos com nossas tarefas de escola e também de certa forma ao nos educar. Ela é diarista ao lavar nossas roupas e limpar o que sujamos durante a infância. Ela é babá ao cuidar de nós quando pequenos. Também não deixa der ser nossa cozinheira particular de todos os dias, que sempre dá um jeito de fazer uma comida especial que só você goste,nem que seja apenas no seu aniversário. Mãe também é psicóloga, não importa o tempo que passe e a idade que estivermos ela sempre nos aconselhará baseado em suas próprias experiências para nos auxiliar a trilharmos o melhor caminho para nós mesmo, a partir do que somos, principalmente na juventude com as indecisões da puberdade. Enfim, mãe é isso mesmo, uma porção de coisas dentro de uma pessoa só, um ser especial na qual amamos muito, mesmo aquelas que não estão mais entre a gente, e esse carinho jamais cessará. Afinal, mãe é mãe.

Gabriel Dalmolin

*Publicado no Jornal "O Corujão" - Rodeio-SC/ Maio de 2014

Ser Mãe...

Ser mãe...

Ser mãe não é simplesmente dar a luz a uma criança, é também deixar de pensar em si mesma e viver não só para si, mas para seu filho, pois afinal de contas como diz a música do Rei Leão "SOMOS UM". E não importa quanto tempo passar, e quão grande e velho seu filho se tornará, sempre existirá um amor materno em seu coração, na verdade, o maior espaço do coração será sempre destinado para seu filho, sua cria, seu filhote.

PARABÉEEENS MÃAE, obrigado por tudo 



Gabriel Dalmolin

7 de maio de 2014

Resenha - Amazônia

JACHNKEE, Marli Carmem. Amazônia - Um Caminho Para o Sonho. Blumenau -SC: Nova Letra, 2011, 274 p.

  
  Amazônia é um romance de Marli Carmem, uma autora aqui mesmo da região, da cidade vizinha de Ascurra. É um livro muito bom e diferente, já que se passa através de uma viagem na qual os personagens vão aprendendo sobre a história da Amazônia e com isso vão trazendo o conhecimento aos seus leitores também, uma forma interessante de se explorar a escrita.
  A obra conta a história de quatro jovens amigas: Rafaela, Ana Carolina, Camila e Joana, além do tio da última, Daniel, um professor formado em História. Na qual cada um dos personagens destaca-se por seu temperamento, sonhos e características marcantes, como o sonho de Rafaela em escrever um livro e se tornar uma escritora famosa, a sabedoria de Ana Carolina e o jeito todo maluco e estrambelhado de Camila.      A autora nos faz viajar nessa história junto com os personagens e acompanhar a evolução psicológica dos personagens a cada página e o aumento do romance escondido entre a jovem Rafaela e o já experiente professor Dani, que a encantava com seu grande conhecimento na história da região nortista do país.       É um livro que consegue quebrar um grande tabu, aquele que nos faz pensar que na região da Amazônia só existe mato, índios, insetos e animais selvagens, além de rios e pobreza. Na verdade não é bem assim, já que existe uma forte cultura própria por lá, tendo como prova o Teatro Amazonas em Manaus, que esbanja a riqueza do Império do Brasil no século XIX, a forte a apimentada comida nortista, as bebidas de frutos típicos como guaraná, açaí entre outros. Além do rico Festival Folclórico de Parintins próximo à divisa do Amazonas com o Pará, onde existe uma grande festa e apresentação a céu aberto onde o clímax da festa é a disputada entre os dois bois folclóricos o Boi Garantido (de cor vermelha) e o Boi Caprichoso (de cor azul), e que geram uma grande rivalidade na cidade, até maior do que muitas rivalidades de times de futebol.                                Enfim, uma aventura cheia de emoção e surpresas saindo do coração da Amazônia para se fixar direto no coração do leitor!

Gabriel Dalmolin

5 de maio de 2014

Viagem - Otacílio Costa

Estive na cidade de Otacílio Costa entre os dias 2,3 e 4 de maio em um rancho de familiares, lá pude fazer coisas que gosto como jogar baralho, comer pinhão, tomar quentão, brincar com cães, ler em paz, sentir frio e correr pelos pastos e matos. Algumas fotos da viagem:















Gabriel Dalmolin


TOP-10 Games

Nunca fui um fã demasiado de games, mas mesmo assim teve alguns jogos que me marcaram e que eu gostaria de compartilhar com vocês...



10º Roller Coaster Tycoon 3


9º Thoroughbred Tycoon


8º GTA San Andreas


7º Minecraft



6º Thoroughbred Tycoon




5º PES 2008


4º Winning Eleven 9 



3º FIFA 08


2º The Sims 3


1º Viva Piñata


Gabriel Dalmolin



















26 de abril de 2014

Apenas um Número

O tempo é cruel, o tempo não perdoa, pois você é o responsável por aproveitá-lo bem ou não. Mas então aparecem os problemas, aliás problemas em cima de outros ainda não superados e quando você percebe já desbarrancou, já caiu em um buraco muito fundo, repleto de tristeza e amargura! É duro quando não se tem mais força para lutar, quando não se acredita mais em si mesmo, quando cessa sua fé e quando não nos amamos mais. Pois bem, tudo o que era lindo e colorido perde sua beleza, sua cor e vira um borrão acinzentado e nebuloso, você deixa de acreditar em tudo o que te fazia feliz e passas as desistir de tudo que sempre sonhastes, de tudo que amas, afinal você já não é mais ninguém, não passa de um número no meio de 7 bilhões e suas ideias birutas não tem valor para essa sociedade destruída, pra falar a verdade não existe mais valor algum e para piorar não há o que fazer, só lamentar: "Não passo de um peso, um estorvo,um número, um nada."

Gabriel Dalmolin

16 de abril de 2014

Primeiro Acordeon

Ontem foi um dia especial para mim, ganhei meu primeiro acordeon, uma Todeschini vermelha de 80 baixos. Estou muito contente com o instrumento, agora resta aprender a tocar! Segue umas fotos... :D




Gabriel Dalmolin

Recital de Poesias

No dia 10 de Abril, declamei uma poesia gaúcha com minha colega de classe Julia Depiné, a poesia "Galpão de Estância" composta por Jayme Caetano Braun, que teve grande influência nas músicas do grande cantor nativista Luiz Marenco e que tem influência significativa na minha vida.
Eis a Poesia completa (não declamamos todas as estrofes):


Sala grande, chão batido
Onde passei minha infância
Querido galpão de estância
Que foste um dia meu lar,
Hoje aqui venho rezar
Saudoso dum teu afago
Catedral chucra do pago
De joelhos, no teu altar!

Na severa austeridade
Do teu paterno aconchego
Tive um berço de pelego
Que deixei ao Deus dará,
Mas nas voltas que se dá
No canhadão da existência
Sempre chorei tua ausência
Meu velho abrigo de piá.

Gauderiei, galpão querido
Contigo no pensamento,
Mesmo dormindo ao relento
Foi sempre pensando em ti,
Porque desde que eu nasci
Tu foste meu salão nobre
Meu templo de guasca pobre
Que a venerar aprendi!

Venero com toda ânsia
Numa mística pagã
Teus fiapos de picumã
Dependurados nas varas,
Que parecem, quando aclara,
O fogão nas madrugadas
Bandeiras esfarrapadas
Entre as ripas de taquara!

Adoro a figura antiga
Da velha chaleira preta
Que num guincho de carreta
Perto a fervura anuncia,
Parecendo quando chia
No meio da labareda,
Que vai cantar de vereda
As glórias da nossa cria!

Sinto o cheiro, rude incenso,
Do alecrim e da canela
Dando gosto na costela
E o matambre da novilha
E lá longe da coxilha
Sobre um trono de verdura
Vejo estampada a figura
Do campeador farroupilha!

Te adoro a simplicidade
De pau a pique e tijolo
Meu velho abrigo crioulo
Porque és o templo da raça
Temperado na fumaça
Onde ao redor do fogão
Comungo meu chimarrão
Entoando uma ação de graças!

Esse mesmo mate-amargo
Encilhado em boa lua
No toldo de algum charrua
Perdido no descampado
Hoje vinho consagrado
Junto ao altar da querência
Que se bebe em reverência
Das grandezas do passado!

Dizem até que São Pedro
Altas horas desce oculto
Celebrando estranho culto
No teu altar meu galpão,
É o padroeiro do rincão
Que vem pela noite grande
Encomendar o RIO GRANDE
Na missa da tradição!!!  




Gabriel Damolin

14 de abril de 2014

A inutilidade de se sentir inútil

Talvez tudo isto seja apenas uma fase, um momento muito ruim que temos que passar. Só que essa má fase se transforma em pesadelo quando ano após ano ela prossegue te dando transtornos e um acúmulo considerável de coisas negativas, intrigas, decepções, injustiças. Pequenas coisas que aditivadas com seu complexo de inferioridade te faz uma pessoa triste, sem autoestima alguma, que vive se julgando, se xingando, se batendo, se aniquilando psicologicamente, enfim, vive uma vida infeliz. Mas o pesadelo pode aumentar quando você percebe que o mundo que gira ao seu redor não é o arco-íris que você achava que era na infância, que quase ninguém possuí sua inocência e que a verdade é que a maioria das pessoas não possuem valores e mesmo assim elas se sentem superiores a você e se aproveitando da situação farão de tudo para te fazer cair do mais alto e obscuro precipício. Cabe a você saber retomar as rédeas desse caminho negro que paira sobre ti, cabe a você mesmo libertar os seus ideais e lutar pelo que acredita, cabe a você deixar de se sentir inútil e perceber que você é uma pessoa única e especial, cabe apenas a você mesmo a responsabilidade de se curar dessa terrível sina de se sentir inútil, que talvez nada mais é do que MEDO DE VENCER.

Gabriel Dalmolin

Viagem Floripa

No final do mês de março estive em Florianópolis, a capital do estado, então vou postar algumas fotos das belezas dessa cidade maravilhosa:

Ponte Hercílio Luz

Estádio Orlando Scarpelli sendo irrigado

Estádio do Figueirense (Orlando Scarpelli)

Mar de Floripa

Dunas na praia da Joaquina

Dunas



Forte





Gabriel Dalmolin