23 de fevereiro de 2018

Recíproco

Ele gostava muito de uma garota
Fitava o rosto dela
Em busca do reflexo de sua alma
Desenhava sua face em seus rascunhos
Exprimindo a ternura de seus olhos
A simplicidade de seus lábios
O charme contagiante do seu sorriso
E passou meses observando a garota
Contendo, envergonhadamente suas ânsias
Mal sabia ele que o sentimento era recíproco
Passando o resto de seus dias lamentando-se
Por não ter coragem de abrir o jogo, com quem tanto amava...

Gabriel Dalmolin

19 de fevereiro de 2018

Lago Verdejante

Era uma vez...
Um povoado pequeno e pacato
Embrenhado nas montanhas
Gente simples e trabalhadora
Enquanto todos se divertiam, eu lia e escrevia poemas
Há espera de um grande amor...
Eis que um dia, escrevendo em um belo e grandioso lago, me deparo com o reflexo da figura mais linda que já vira.
O brilho de seus olhos tornavam o lago verdejante!
Os pássaros soavam cantos de beleza imensurável
Transformando este momento mágico.
O que fazer? 
Na ânsia de cometer algum equívoco com a moça por trás do reflexo
Me atirei para dentro d'água, para não mais deixar de ver, aquela verde tonalidade pela qual me enamorei.
Afogando meus sentimentos, naquele lago verdejante.
Alcançando as profundezas de sua essência.

Gabriel Dalmolin

5 de fevereiro de 2018

Angústia

O ano mal começa
E já se iniciam os desafios...
Ano diferente, assim como outros tantos
Mas este é especial
Pois significa o fim de um ciclo
O término de uma caminhada tortuosa
Repleta de pedras e espinhos...
E ao mesmo tempo jocosa.
Uma longa jornada está findando;
Após uma imensa carga de leituras;
De viagens exaustantes;
De textos escritos e reescritos mil vezes;
Mas uma angústia se aproxima...
Amigos se distanciarão;
A necessidade de ingressar no mercado de trabalho só aumentará;
Assim como a pressão pelo definitivo sucesso;
Pressão que pode matar psicologicamente.
E é envolto deste angustiante medo de ter feito a escolha errada que tocamos em frente...
À espera de um futuro próximo.
De preferência, com frutuosos resultados.

Gabriel Dalmolin

Tudo Por Você!

É difícil de explicar a complexidade de minha situação
Por mais tempo que se passe sem tocar os lábios de alguém
E por mais que apareçam oportunidades, parece que minha consciência me obriga a esperar por ti;
Pelo Teu beijo.
Negando todas as outras, como penitência
E com esse coração clausurado
Me sinto revigorado, na luta por ti.
Há espera...
Como se fosse meu primeiro beijo
Tudo Por Você!

Gabriel Dalmolin

14 de dezembro de 2017

O Duelo Final

Após mais quatro anos desde o último confronto. Novamente as rivais voltavam a se enfrentar, para um Duelo Final. A idade já não era disparidade, ambas já eram experientes e multicampeãs. Tudo indicava que se tratava de uma despedida de ambas as estrelas, o fim de uma geração vencedora. Duas beldades peso-pesado sem enfrentavam novamente - frente a frente - para um duelo histórico. A Desafiante, de luvas azuis e top negro; a Desafiada de luvas avermelhadas e top branco, dando destaque para o corpo escultural das oponentes. Provocações, farpas e caretas trocadas entre as partes. Fight! - começa a luta. A Desafiante entra firme com um chute magistral derrubando a oponente, saltando sobre a mesma e desferindo intensivos golpes. Mas a Desafiada sabe sofrer, e após a vermelhidão transcorrer, embrulha a adversária com suas pernas, prendendo-na como uma aranha agarra sua presa. Sufocada, a Desafiante não desiste e luta com todas as suas forças para se desvencilhar, e após estar um fio de ser imobilizada por completo ergue-se e joga a rival no chão como se estivesse martelando um prego, três vezes. Soltando-se. Fim de primeiro round, pela primeira vez o duelo entre as duas se desenvolvera na lona. O segundo round não tivera a mesma intensidade, mas ambas desferiram belíssimos chutes e socos impressionantes. Após beber um pouco de água e deixar o suor avermelhado escorrer de seus belos rostos, partem para o round decisivo. A luta parecera se desenvolver menos no chão, algo no ar dizia que algum golpe espetacular estava por vir. Dito e feito, a Desafiada acerta um gancho de esquerda que desestabiliza a Desafiante que tomba no chão, mas na tentativa de imobilizá-la recebe uma rasteira e caí à lona também. Como uma bola giram de um lado para o outro, desferindo socos mútuos e ardentes. Se afastam, faltam poucos segundos...Resolvem decidir a parada em pé. Trocam novos socos, dignos das melhores pugilistas que alguém já existira. Eis que a Desafiante arrisca um golpe certeiro, mas é interceptada com o braço inverso da rival, que usa-a como alavanca para girar sobre a adversária, pegar impulso e acertar-lhe um chutaço de voleio no rosto. NOCAUTE! Apesar do resultado Vencedora e Vencida saíram contentes com o fim do duelo, ao proporcionarem a melhor luta de todos os tempos, dando o melhor de si. Doando seu sangue. Literalmente...

Gabriel Dalmolin




A primeira vez que eu te vi

É engraçado, o ano passou tão rápido
Ainda me lembro quando nos vimos pela primeira vez
Quando dançamos juntos ao som de uma bela melodia
E no embalo da música pude enxergar a graciosidade de seus olhos...
De beleza ímpar.
Desde então, quando sinto-me trite
Basta lembrar de teus verdes olhos
Para encontrar paz no coração.

Gabriel Dalmolin

11 de dezembro de 2017

Ampulheta

O tempo passou e mais um ano findou.
Foram muitos dias felizes, outros tristes.
Fica aqui um momento de reflexão...
É hora de pôr na balança o que foi positivo e o que é necessário melhorar, mudar, adaptar.
Momentos ficam guardados na memória
Das quais guardamos para não cair no esquecimento
Entre acertos e erros é preciso sempre buscar seu melhor
E não esquecer de aproveitar nossa vivência terrena ao máximo
Pois nossa vida é uma ampulheta, na qual as gotículas de areia que pendem do alto tem uma quantidade incerta...
Podendo findar a qualquer instante.
É neste clima que devemos viver o novo ano que se inicia
Como se fosse o último!
Pois nunca saberemos quando nossos olhos piscarão pela última vez...

Gabriel Dalmolin



24 de novembro de 2017

Ser professor

Ser professor
Tarefa árdua e difícil
Dedicada aos letramentos dos indivíduos
Ser professor
É ser apaixonado pelas leituras
Pela criticidade social
Por uma análise diferenciada
Também é se impor em favor dos princípios educacionais
É saber apanhar, mas também se defender
Lutar, ser combativo quando necessário
Por uma sociedade mais digna
Ser professor
Também é ser utópico
Uma vez que é sempre preciso acreditar, ser positivo
É ter paciência
É saber fala, mas também ouvir
É ensinar, mas também aprender
Por fim, ser professor é uma missão dificílima 
Onde é necessário jogo de cintura, amor e dedicação
Para fazer de seu ofício uma paixão
Aproveitando cada segundo, sem esperar o último sinal
Pois a escola é seu lar
E a sala de aula seu laboratório
Onde produz experiências, com o intuito de melhorar o mundo.

Gabriel Dalmolin

15 de setembro de 2017

Florestas Cimentadas

Fico aqui sentado
No meio desta solidão
Passando por estas florestas de asfalto e cimento
À espera do fim de semana
Uma chuva de água fria em meio a esta sociedade pueril
Esperando, quem sabe,
Encontrar-te novamente
Na esperança de rever teu sorriso
De entusiasmar-me novamente 
Com tua infindável espontaneidade!

Gabriel Dalmolin

Inigualável

Ela era mágica
Um circo de alegria
Nunca estava triste
Era mil sorrisos 
Como se tivesse cento e trinta e cinco dentes
A garota mais simpática que já conheci
Tinha olhos brilhantes
Que junto com a luz de sua áurea 
Desbotava todos os outros presentes
Ela era a felicidade em vida
Ela era inigualável.

Gabriel Dalmolin

30 de agosto de 2017

Anjo na Terra

Era uma noite comum, como qualquer outra
Nem frio, nem calor clima ameno
Indiferença
A festa parecia caminhar para um desastre
Bebida amarga, som desafinado e pessoas te pisoteando
Foi então que te avistei:
Rostinho jovial, embora mais experiente
Loiras madeixas como o girassol 
Altura mediana, mas de graciosidade gigantesca
Um poço de simpatia
Um amor de pessoa
Dançamos e conversamos
Era tão fácil conduzir-te
Era tão doce ouvir-te
Passos leves e suaves
Como se planasse com suas asas pelo salão
Pois tenho absoluta certeza:
Não era uma garota,
Era um anjo!

Gabriel Dalmolin

Celibato

Que tempos são esses?
É a modernidade
Trazendo promiscuidade por toda parte
Sexo banal, sem sentimento algum
O erotismo exacerbado 
Tonando tais atos triviais 
Não sou contra a liberdade 
Sem embargo, é preciso respeito
Moças se valorizem 
Rapazes se aquietem
Será a morte do romantismo?
Onde estão as flores, os chocolates, os ursinhos de pelúcia?
Se desmancharam no mar de lágrimas
No espectro do tempo
Tudo agora é liberado
Não que houvera tais coisas outrora
Mas a proporção se tornou global
Enquanto eu?
Resisto por meus princiípios
Pobreza, obediência e pureza
Em meu celibato carnal
Em meu infinito sacrifício infernal.

Gabriel Dalmolin