15 de setembro de 2017

Florestas Cimentadas

Fico aqui sentado
No meio desta solidão
Passando por estas florestas de asfalto e cimento
Há espera do fim de semana
Uma chuva de água fria em meio a esta sociedade pueril
Esperando, quem sabe,
Encontrar-te novamente
Na esperança de rever teu sorriso
De entusiasmar-me novamente 
Com tua infindável espontaneidade!

Gabriel Dalmolin

Inigualável

Ela era mágica
Um circo de alegria
Nunca estava triste
Era mil sorrisos 
Como se tivesse cento e trinta e cinco dentes
A garota mais simpática que já conheci
Tinha olhos brilhantes
Que junto com a luz de sua áurea 
Desbotava todos os outros presentes
Ela era a felicidade em vida
Ela era inigualável.

Gabriel Dalmolin

30 de agosto de 2017

Anjo na Terra

Era uma noite comum, como qualquer outra
Nem frio, nem calor clima ameno
Indiferença
A festa parecia caminhar para um desastre
Bebida amarga, som desafinado e pessoas te pisoteando
Foi então que te avistei:
Rostinho jovial, embora mais experiente
Loiras madeixas como o girassol 
Altura mediana, mas de graciosidade gigantesca
Um poço de simpatia
Um amor de pessoa
Dançamos e conversamos
Era tão fácil conduzir-te
Era tão doce ouvir-te
Passos leves e suaves
Como se planasse com suas asas pelo salão
Pois tenho absoluta certeza:
Não era uma garota,
Era um anjo!

Gabriel Dalmolin

Celibato

Que tempos são esses?
É a modernidade
Trazendo promiscuidade por toda parte
Sexo banal, sem sentimento algum
O erotismo exacerbado 
Tonando tais atos triviais 
Não sou contra a liberdade 
Sem embargo, é preciso respeito
Moças se valorizem 
Rapazes se aquietem
Será a morte do romantismo?
Onde estão as flores, os chocolates, os ursinhos de pelúcia?
Se desmancharam no mar de lágrimas
No espectro do tempo
Tudo agora é liberado
Não que houvera tais coisas outrora
Mas a proporção se tornou global
Enquanto eu?
Resisto por meus princiípios
Pobreza, obediência e pureza
Em meu celibato carnal
Em meu infinito sacrifício infernal.

Gabriel Dalmolin

13 de agosto de 2017

Revanche

Passaram-se dois anos desde o último encontro. Embate outrora vencido pela Experiência. Sem embargo, a Juventude agregou muitas vitórias em seu currículo e amargou alguns reveses que foram de vital importância para seu crescimento técnico e mental. Mesmo assim, sua adversária manteve o título desde aquela última luta emblemática, permanecendo invicta, passando o rolo-compreensor em suas oponentes. Disposta a destroçar sua maior rival da mesma forma que fizera com as outras. O tempo passou, não havia grande diferença de idade entre as duas, e ambas já possuíam relativa experiência na função.Substituímos seus nomes por Campeã e Desafiante, respectivamente. A primeira de cor-de-rosa, a segunda de roxo. Soa a campainha e a luta começa! Ambas trocam socos e chutes rápidos numa explosão de pancadaria. Força e velocidade compiladas, num vigor físico impressionante. Respeito mútuo, embora houvesse troca de farpas nos holofotes da mídia, típicos de uma rivalidade cósmica. Termina o primeiro round e a Campeã leva ligeira vantagem. Inicia o segundo round e o suor se tinge de vermelho. Duas beldades se enfrentando por um objetivo: o cinturão. Todavia a Campeã era um chute e na sequência tem um soco interceptado, a Desafiante aproveita-se do vacilo alheio emendando uma sequência fugaz de golpes e desferindo um chute letal. A Campeã cai na lona e a Desafiante salta por cima para lhe aplicar uma chave de braço fatal, destroçando sua adversária como a serpenta faz com sua vítima. A luta termina. A Desafiante comemora eufórica. Erguendo o velho cinturão de sangue que tanto almejara, mas antes de tudo, humilhara sua rival, vencera a Revanche.

26 de julho de 2017

Rotina

Depois de um fugaz 
período de férias 
Retorna a rotina universitária 
Os olhos se voltam aos estudos 
Teóricos e Metodológicos
Com todo o rigor científico da função
Escasseando o tempo para ler literatura,
Ouvir música e escrever
Sobretudo teclar e passear contigo
Sem embargo, jamais faltará tempo para pensar em você.

Gabriel Dalmolin

25 de julho de 2017

Saudade

Saudade é uma palavra única
Capaz de traduzir aglomerações de sentimentos nostálgicos
Não é atoa que seja uma palavra 
Que só exista no português
Sem nenhuma outra equivalente 
Dentre tantas línguas no mundo
Saudade é o que sinto quando estou longe de você
Enquanto isso fico há espera
Do momento mais oportuno
Para te ver novamente
E saciar esse saudosismo 
Por meio de um grande abraço!

Gabriel Dalmolin

Doçura de Moça

Moça doce e serena
Tranquila e sonhadora
Lutando por seus sonhos
Sem jamais pisar em ninguém
Sempre pensando no outro
Cuidando para não ferir o sentimento alheio
Guardando tudo que sente para si
Ocultando suas mágoas em seu coração
Até o dia que encontrar alguém diferente,
Que possa contar todas as suas dores
E que lhe traga paz, amor e carinho.

Gabriel Dalmolin

Amor Visceral

Dois corpos, um só coração;
Atrelados pelo fogo da paixão.
Violenta e arrebatadora;
Mas também suave e encantadora.

Em meio a tanta timidez;
Propagou-se com rapidez.
Unindo duas almas intrinsecamente;
Infinitamente.

Amor jovem e visceral;
De proporção global.
Contavam estrelinhas;
Faziam cosquinhas.

Brigavam;
E se perdoavam.
Por que no final das contas era amor;
Amor de doce sabor.

Gabriel Dalmolin

Entre o céu e o inferno

Às vezes e sinto fragilizado
Como um germe em meio a uma vacina letal
Quando tudo parece estar elevado aos céus 
Algo me puxa de volta ao inferno
Entre alegrias e tristezas
Surge uma pessoa improvável para me salvar
Com sua beleza encantado
Seu jeito simples e romântico
Transformou meu inferno pessoal
Em um mundo colorido...
Tocando os céus em sua companhia.

Gabriel Dalmolin

Criaturinha

Ela era toda insegura
Tinha medo de se impor
De mostrar sua inteligência fascinante
De deslumbrar com sua beleza por onde passa
De preencher o mundo com sua fofura
Medo de errar
E como uma romântica excêntrica,
Sofria com sua imperfeição 
Mas acredite, ninguém é perfeito
Mas talvez, para alguém
Você seja a criaturinha
Mais próxima da perfeição

Gabriel Dalmolin

Declaração

Passam-se dias 
Passam-se meses 
E o que sinto por ti fica cada vez mais forte...
Sonho constantemente com teu belo rosto;
Com teu sorriso, teu olhar...
Cansado de me esconder por detrás de versos livres
De escrever na terceira pessoa
Disfarçando todo esse sentimento que guardo comigo
Essa paixão ardente
Que me derrete, cada vez que te vejo
Quero ter você junto de mim
Quero sentir o sabor dos teus lábios
De novo e de novo
Quero tocar em sua pele e sentir o calor da sua ternura
Ouvir nossos corações saltando para fora da boca...
Mas tudo isso precisar ser selado um gesto único de afeto:
-Me concedes a honra de beijar-te?

Gabriel Dalmolin